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Vejam as fotos da abertura:

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Quando se fala em sorgo, a primeira coisa que vem à cabeça é aquela planta que produz grãos e forragem para alimentar o gado. No entanto, nos últimos anos, com o mundo cada vez mais em busca de fontes de energia renováveis, especial destaque vem sendo dado a uma nova variedade de sorgo, o sorgo sacarino, pois o caldo que pode ser extraído de seus colmos é composto por sacarose, glicose e frutose, que são açúcares fermentáveis onde, uma vez industrializados, transformam-se em etanol.

Na ultima semana, esteve no IFTM – Campus Ituiutaba, o pesquisador e Doutor em Genética e Melhoramento de Plantas da Embrapa, Rafael Parrella (a esquerda na foto). A visita ocorreu em função da parceria que o IFTM possui com a Embrapa Milho e Sorgo, com um projeto coordenado pela professora e pesquisadora Gislaine Fernandes, de produção de biocombustíveis utilizando matérias primas alternativas.

Outro aspecto da visita do pesquisador a Ituiutaba, envolveu a avaliação das quatro variedades de sorgo sacarino desenvolvidas pela Embrapa Milho e Sorgo que foram cultivadas na área de pesquisa do IFTM – Campus Ituiutaba e agora estão sendo colhidas e avaliadas quanto aos seus teores de açucares, nutrientes, fibras e produtividade de massa verde, alem das características agroindustriais das cultivares e a produtividade de etanol por hectare.

O sorgo é uma gramínea tropical, cultivada em diversas regiões do mundo, e que apresenta um ciclo fotossintético extremamente eficiente. É originário da África sendo o quinto cereal mais cultivado no mundo. Suas principais características residem na eficiência no uso de água e no bom desenvolvimento em diferentes tipos de clima e solos. . Somente o sorgo tipo sacarino tem o caldo açucarado que pode ser utilizado para produção de etanol. Também produz grãos e massa verde, podendo chegar a quatro metros de altura.

O sorgo sacarino pode oferecer, dentre outras, as seguintes vantagens: rapidez no ciclo (variando de 90 a 120 dias), cultura totalmente mecanizável (plantio por sementes com 5 a 7 kg.ha-1 e colheita mecânica), colmos suculentos com açúcares diretamente fermentáveis (produção de 40 a 60 ton.ha-1), utilização do bagaço como fonte de energia para industrialização, cogeração de eletricidade, etanol de segunda geração ou forragem para animais, contribuindo para um balanço energético favorável, cultura tolerante à seca e baixa fertilidade. “A proposta da cultura do sorgo sacarino não é competir com a cana-de-açúcar para produção de etanol no Brasil, mas ser uma opção alternativa e viável, plantada como rotação de culturas nas áreas de reforma de cana-de-açúcar em outubro, para colheita em fim de fevereiro/março” explica Rafael Parrella.

Na indústria, o sorgo pode ser processado de forma semelhante a cana de açúcar e utilizando-se as mesmas leveduras. Os grãos de sorgo, rico em amido, e os resíduos lignocelulósicos e subprodutos da destilaria também podem ser empregados na alimentação animal e geração de energia.

As razões para o interesse em pesquisas de outras matérias primas que possam ser utilizadas para produção de biocombustíveis são muitas e variam ao longo do tempo, sendo as principais: diminuir a dependência externa de petróleo, minimizar os efeitos das emissões veiculares na poluição local, principalmente nas grandes cidades e controlar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. O etanol já é hoje um grande sucesso no Brasil como substituto da gasolina e seu futuro é promissor com o advento das tecnologias de segunda geração.

 


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Professores e alunos do curso de Química do IFTM – Campus Ituiutaba e do curso de Agronomia da FEIT/UEMG realizaram parceria entre as instituições em buscar da diversificação das matérias primas para produção de biocombustíveis na região. Estas parcerias constituem não apenas um princípio de atuação, mas uma estratégia para garantir o desenvolvimento integral do aluno, fortalecendo assim o processo ensino/aprendizagem a integração ensino/pesquisa entre as instituições.

Os trabalhos desta parceria se iniciaram com o projeto de avaliação do sorgo sacarino para produção de etanol, coordenado pela professora Gislaine Fernandes do curso de química do IFTM. As variedades de sorgo sacarino utilizadas neste trabalho foram desenvolvidas pela Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas e cultivadas na área experimental do IFTM – Campus Ituiutaba por alunos do quarto e quinto ano de agronomia da FEIT/UEMG e pela professora Dalcimar Regina Batista Wangen, também do curso de agronomia.

Os biocombustíveis apresentam futuro promissor, pois a demanda mundial por esse tipo de energia tende a crescer e o seu uso é sustentável, além de apresentar oportunidade de aquecimento da economia agrícola. No Brasil, a produção de etanol é proveniente principalmente da fermentação do caldo de cana-de-açúcar e dentre as diversas outras matérias-primas renováveis disponíveis para produção de etanol, especial destaque vem sendo dado ao sorgo sacarino, pois o caldo extraído de seus colmos é composto por sacarose, glucose, frutose e pode, portanto, ser facilmente fermentados para produção de etanol.

A intenção desta parceria é envolver ainda mais os alunos e professores de ambas as instituições permitindo o desenvolvimento da agroindústria regional mediante as diversas áreas das instituições e o setor privado, contribuindo para diversificação da estrutura produtiva no que se refere à ampliação das oportunidades de investimento na região de Ituiutaba.