Alunos do IFTM apresentaram na FEBRACE protótipo que imita os movimentos humanos.

http://www.legozoom.com/Default.aspx?tabid=83&articleType=ArticleView&articleId=544

A equipe do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triangulo Mineiro, orientada pelo professor André Luiz França, criou o projeto de um braço, do cotovelo até a mão, a partir do LEGO Mindstorms NXT que imita os movimentos humanos. Eles desenvolveram uma interface de controle onde o Kinect (sensor de movimentos da Microsoft) analisa os movimentos feitos pelo individuo, passa a informação para o computador onde está instalada a interface e transmite via Bluetooth para o protótipo. O trabalho foi apresentado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE).

A ideia surgiu no inicio de 2012 e começou a ser colocada em prática em junho do mesmo ano a partir da união do grupo de pesquisas de robótica com o de interface do IFTM. “Nós tínhamos uma ideia da interface e o outro grupo de como programar e montar. A partir daí somamos os conhecimentos e montamos o projeto”, explica o orientador da equipe André Luiz Batista. Ainda segundo ele, esse é o primeiro protótipo de robô que reproduz os movimentos humanos, “Ele imita o que a pessoa faz, não é autônomo e nem programado para fazer os movimentos. Isso abrirá portas para muitos projetos futuros ligados a acessibilidade”, completou.

O trabalho demonstrou tamanha importância que a equipe ganhou um prêmio da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo por sua contribuição à pesquisa e inovação no âmbito dos projetos que podem trazer benefícios e facilidades ao cotidiano das pessoas com deficiência.

E o grupo já está trabalhando para aperfeiçoar o trabalho ainda mais. O grupo está desenvolvendo, baseados na mesma interface do braço, um rosto que responde aos movimentos de um individuo.  “Nosso objetivo é usar nossa própria interface natural para manipular estruturas robóticas usando uma plataforma diferente, que é a do sensor de movimentos. Isso vai auxiliar muito quem é portador de alguma necessidade especial”, explica Lucas Ferreira Moura, estudante do primeiro semestre de Análise de Desenvolvimento de Sistemas da IFTM, Instituto Federal do Triângulo Mineiro – Campus Ituiutaba e membro da equipe.

 

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